Elon Musk anunciou na terça-feira (20) que os conselhos administrativos da Tesla e da SpaceX criaram comitês especiais para avaliar uma possível fusão entre as duas empresas. A iniciativa transforma em uma possibilidade concreta os rumores que circulavam há meses sobre a união dos negócios do bilionário.
A especulação ganhou força após a abertura de capital da SpaceX, em junho. Musk já vinha aproximando suas empresas: em fevereiro, a companhia espacial adquiriu a xAI, empresa de inteligência artificial do empresário, que havia incorporado a rede social X em março de 2025.
A eventual fusão entre Tesla e SpaceX, no entanto, teria proporções maiores, já que ambas possuem ações negociadas no mercado financeiro.
Durante uma teleconferência sobre os resultados da SpaceX, Musk afirmou que os comitês foram criados a pedido de acionistas e declarou ser favorável à proposta. Segundo ele, a união poderia ampliar a cooperação em inteligência artificial, desenvolvimento de chips, robótica, conectividade via satélite e infraestrutura de dados.
Os defensores da operação avaliam que a integração permitiria reunir diferentes etapas da cadeia tecnológica sob o mesmo grupo empresarial. Já os críticos demonstram preocupação com a complexidade de administrar negócios de dimensões tão grandes e com interesses distintos.
Musk, que ocupa o cargo de CEO e é um dos principais acionistas das duas companhias, não poderá participar diretamente das negociações entre os conselhos. Na SpaceX, sua participação no controle dos votos lhe dá influência decisiva, enquanto, na Tesla, a aprovação dependerá do apoio de acionistas que representem pelo menos 50% das ações, segundo as informações divulgadas.
O próprio empresário reconheceu que alcançar esse percentual na Tesla seria um obstáculo importante. Por enquanto, a fusão está em fase de avaliação e ainda não foi aprovada.




