A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, começou a cumprir sua pena de seis anos de prisão em regime domiciliar, conforme decisão da Justiça argentina. A medida foi determinada pelo juiz Jorge Gorini, que também cancelou a obrigatoriedade de sua presença em uma audiência prevista para o mesmo dia.
Kirchner foi condenada por envolvimento em um esquema de corrupção na concessão de obras rodoviárias durante seu mandato. Além da pena de prisão, a ex-presidente também foi declarada inelegível de forma perpétua para ocupar cargos públicos, como parte das sanções estabelecidas pelo tribunal. A decisão judicial estabelece que a sentença é definitiva e inclui o pagamento das custas do processo e o cumprimento das demais obrigações legais decorrentes da condenação.
“A partir de hoje, Cristina Elisabet Fernández de Kirchner se encontra, na qualidade de detida sob a modalidade de prisão domiciliar, cumprindo a pena definitiva de seis anos de prisão”, afirma o documento assinado por Gorini.
A decisão foi celebrada pelo atual presidente argentino, Javier Milei, que, em discurso na Universidade Hebraica de Jerusalém, elogiou a atuação do Judiciário. “Não tenho nenhum mérito no fato de que o sistema judiciário definitivamente agiu de acordo com a república, é tudo mérito do judiciário, da Suprema Corte”, declarou Milei, que tem sido um crítico contumaz do legado kirchnerista.
A condenação de Kirchner havia sido confirmada pela Suprema Corte argentina na semana anterior, encerrando uma longa batalha jurídica e reforçando o discurso de combate à corrupção promovido pelo atual governo. Mesmo com a nova condição legal, o nome de Cristina Kirchner segue como figura central na política argentina, dividindo opiniões e alimentando debates sobre o alcance da Justiça em casos envolvendo ex-chefes de Estado.
*Com informações EFE e AE
