O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a alimentar incertezas sobre uma possível ação militar contra o Irã, ao afirmar nesta quarta-feira (18) que ainda não decidiu seu próximo passo diante da escalada de tensão no Oriente Médio. Em declarações feitas na Casa Branca, o republicano foi enigmático ao responder sobre a possibilidade de uma intervenção: “Pode ser que eu faça. Pode ser que eu não faça. Quero dizer, ninguém sabe o que eu vou fazer”.
A ambiguidade do presidente norte-americano acontece num momento crítico, com Israel ampliando sua ofensiva militar contra o Irã desde a última sexta-feira (13). Trump deixou abruptamente a Cúpula do G7, no Canadá, para retornar a Washington e convocar uma reunião de emergência com seu Conselho de Segurança Nacional, com o objetivo de avaliar a entrada oficial dos Estados Unidos no conflito.
Durante a conversa com jornalistas, Trump também relembrou que havia dado à República Islâmica um prazo de 60 dias para negociar um novo acordo nuclear. Segundo ele, no 61º dia, Israel iniciou os ataques contra instalações de enriquecimento de urânio em território iraniano. “Por que não negociaram comigo há duas semanas? Poderiam ter feito direito. Teriam um país. É muito triste ver isso”, declarou o presidente.
Trump também comentou a mensagem publicada em sua rede social, onde exigia a “rendição incondicional” do Irã. Para ele, essa foi uma resposta simbólica ao histórico de hostilidade do regime iraniano. “Por 40 anos, eles disseram: ‘Morte aos Estados Unidos’, ‘Morte a Israel’, ‘Morte a qualquer um de quem não gostassem’. Eles foram valentões de recreio. Eles não são mais valentões, mas veremos o que acontece”, afirmou.
O cenário internacional continua em alerta diante das incertezas que cercam os próximos passos da Casa Branca. Enquanto aliados pressionam por uma resolução diplomática, a possibilidade de uma intervenção militar americana mantém o mundo em suspense, especialmente após o alerta emitido pela Rússia contra qualquer envolvimento direto dos EUA no confronto entre Israel e Irã.
*Com informações da Agência AE
