O deputado Waldemar Borges (PSB) não poupou críticas à administração de Fernando de Noronha, classificando os recentes impasses envolvendo o contrato de limpeza urbana da ilha como uma “demonstração de incapacidade gerencial e amadorismo”. O comentário de Waldemar veio após uma sequência de problemas com a contratação da empresa Ambipar, responsável pela limpeza, e que agora enfrenta um revés judicial que exigiu a apresentação de informações sobre a licitação em um prazo de 72 horas.
O contrato firmado entre o Governo de Pernambuco e a Ambipar, no valor de R$ 64,7 milhões por um período de cinco anos, foi questionado por uma das empresas concorrentes, que alegou favorecimento à vencedora do processo. A acusação gira em torno da falta de comprovação por parte da Ambipar sobre sua capacidade técnica para executar o serviço, uma vez que há dúvidas sobre a veracidade dos atestados apresentados no processo de licitação. No começo deste mês, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) também exigiu documentos adicionais sob pena de concluir que eles não existiam.
“Noronha está sem administrador titular desde janeiro, o que já demonstra uma gestão desorganizada, marcada por idas e vindas em relação à indicação do nome para a liderança da ilha. Além disso, temos outros problemas graves, como a reforma da pista do aeroporto e agora, a licitação da limpeza urbana. O que vemos é um amontoado de problemas que refletem uma gestão incapaz de lidar com questões tão básicas e essenciais para a administração pública”, declarou Waldemar Borges, em um tom crítico.
O deputado foi além, apontando a dificuldade do governo em realizar licitações adequadas e de aplicar os recursos de financiamentos aprovados pela Assembleia Legislativa. “Isso é mais uma demonstração de amadorismo, de uma gestão que tem dificuldades até em administrar o básico, como a contratação de empresas para serviços essenciais. E quem paga por isso é a população”, disse Waldemar.
O impasse envolvendo o contrato de limpeza em Fernando de Noronha levanta questionamentos sobre a eficiência administrativa do governo, que enfrenta uma série de desafios relacionados à gestão da ilha. A situação tem gerado desconforto tanto entre os moradores quanto entre os parlamentares, que agora esperam uma resposta clara e urgente do Governo de Pernambuco sobre a regularidade do processo licitatório e os próximos passos da administração.
