O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados estão cada vez mais próximos de conhecer seu destino no Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento da ação penal que trata da suposta trama golpista envolvendo o ex-presidente deverá acontecer entre o fim de agosto e o início de setembro.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, abriu nesta sexta-feira (27) o prazo para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente suas alegações finais em até 15 dias. A expectativa é que o procurador-geral, Paulo Gonet, peça a condenação de Bolsonaro e dos demais réus, o que poderá marcar um dos momentos mais emblemáticos da história recente do país.
Após a manifestação da PGR, o próximo a se pronunciar será o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator do caso. Por ser colaborador da investigação, ele tem prioridade para apresentar suas alegações antes dos outros acusados. Em seguida, será a vez dos demais aliados do ex-presidente, que terão o mesmo prazo de 15 dias para entregar seus pareceres finais.
Esses prazos começam a contar a partir da intimação de cada parte, o que pode ter ocorrido já nesta sexta-feira ou poderá acontecer nos próximos dias. Com isso, as etapas processuais devem ser concluídas até meados de agosto.
Encerradas as alegações, caberá ao ministro Alexandre de Moraes finalizar seu voto e liberar a ação para julgamento. A decisão final ficará nas mãos do presidente da Primeira Turma do STF, Cristiano Zanin, que marcará a data do julgamento que poderá definir o futuro político de Jair Bolsonaro e de sua base mais fiel.
Foto: Alan Santos
