Durante manifestação realizada neste domingo (29) na Avenida Paulista, em São Paulo, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou sobre sua ausência na cerimônia de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro de 2023. Em seu discurso, Bolsonaro afirmou que deixou o Brasil no final de 2022 não apenas por razões protocolares, mas por convicção pessoal: “Jamais eu passaria a faixa para um ladrão”, declarou, em crítica direta ao atual presidente.
A declaração veio em meio à continuidade das investigações que o envolvem em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro voltou a se defender, negando envolvimento em qualquer ação golpista e argumentando que não há provas contra ele. Rejeitou também comparações com escândalos de corrupção que marcaram governos anteriores.
“O que me acusam não tem a ver com corrupção, com desvio de dinheiro ou patrimônio oculto. Não tenho apartamento na praia, nem dinheiro escondido”, disse o ex-presidente, tentando diferenciar sua situação jurídica da de figuras públicas envolvidas em investigações anteriores.
Apesar das críticas ao atual governo, Bolsonaro ressaltou que a transição presidencial ocorreu de forma pacífica, liderada pelo então vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin. Segundo ele, até decisões estratégicas, como a nomeação de comandantes das Forças Armadas, foram feitas em comum acordo com a nova gestão, o que, em sua avaliação, contraria a tese de que teria havido uma tentativa de golpe.
“Quem quer dar golpe nomeia comandantes a pedido do governo opositor?”, questionou, referindo-se às decisões tomadas no final de seu mandato.
A manifestação na Paulista reuniu apoiadores e contou com outras lideranças políticas da direita, em um momento em que o ex-presidente busca reforçar sua base em meio aos desafios judiciais e ao cenário eleitoral que se aproxima.
*Com informações do Pleno News
