O Partido Liberal vai agir com força total para evitar a cassação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A declaração foi feita nesta quarta-feira (2) pelo líder da bancada na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), durante coletiva de imprensa. Segundo ele, a legenda já fechou questão em torno do apoio à parlamentar.
“Vamos lutar pelo mandato de uma mulher. O PL não abandona nenhum dos seus soldados no momento de batalha”, afirmou Sóstenes, reforçando que a orientação partiu diretamente do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto.
Ao lado do parlamentar, o advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi, informou que a defesa da deputada será protocolada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o caso será analisado após decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a perda do mandato.
Pagnozzi alegou que a parlamentar não teve acesso ao conteúdo completo da investigação, que conteria cerca de “700 gigabytes” de informações, e afirmou que ela sequer foi ouvida no processo — o que, segundo ele, violaria princípios do devido processo legal e as prerrogativas do Parlamento.
Ele também negou que Zambelli esteja foragida e garantiu que seu nome não consta na lista vermelha da Interpol. “Essa narrativa não corresponde à realidade”, disse.
Embora o caso não tenha tramitado pelo Conselho de Ética da Câmara, como ocorre tradicionalmente em processos de cassação, o PL trata o episódio como uma “batalha política” e promete mobilizar parlamentares de outras siglas para tentar manter a deputada no cargo.
“A nossa deputada Carla Zambelli atravessa um momento de dificuldades e decisões importantes”, reforçou Sóstenes, indicando que o partido deve adotar uma linha dura em defesa da aliada.
A deputada é acusada de envolvimento em uma rede digital coordenada para ataques a instituições e à democracia, no contexto das investigações do STF. Ainda não há previsão para que a CCJ apresente parecer sobre a decisão judicial.
