O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou a criação de um grupo de trabalho para combater a desinformação no processo eleitoral de 2026. Entre os nomes que compõem o time está a professora e jurista Laura Schertel, filha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. A designação consta na Portaria nº 289, publicada no último dia 27 de junho.
Especialista em direito digital, proteção de dados e inteligência artificial, Laura é uma das autoras do anteprojeto de regulamentação da IA no Brasil. Sua presença no grupo sinaliza o interesse do TSE em fortalecer o embasamento técnico-jurídico das estratégias contra as fake news, especialmente diante dos avanços da desinformação automatizada.
Além de Laura Schertel, o grupo inclui nomes reconhecidos como Estela Aranha (assessora da Presidência do TSE), o vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa e os professores Virgílio Almeida, Marilda Silveira, Dora Kaufman, Silvio Meira e Bruno Bioni.
O grupo tem como missão propor diagnósticos, campanhas e medidas concretas que embasarão futuras resoluções do TSE relacionadas à integridade da informação no período eleitoral. As ações devem ser compiladas em relatórios técnicos a serem entregues à presidência do tribunal.
A Secretaria-Geral do TSE será responsável por organizar os trabalhos, definir cronogramas e mobilizar os setores internos necessários. Também poderão ser formados subgrupos específicos para aprofundar questões técnicas ou regulatórias.
A iniciativa ocorre em meio ao crescimento das preocupações com o impacto da desinformação sobre o processo democrático e a credibilidade da Justiça Eleitoral. O grupo terá papel estratégico no planejamento das eleições de 2026, que prometem ser marcadas por novos desafios digitais.
