O grupo Hamas anunciou nesta sexta-feira (4) que apresentou uma resposta “positiva” aos mediadores sobre a última proposta de cessar-fogo na Faixa de Gaza e está pronto para iniciar negociações “imediatamente” para implementar a trégua, conforme comunicado oficial do movimento.
Segundo o Hamas, consultas internas e com outras facções palestinas foram concluídas, e o grupo demonstrou disposição para discutir o mecanismo de aplicação da proposta de cessar-fogo, embora não tenham sido divulgados detalhes sobre as condições.
De acordo com informações do portal israelense Ynet, o Hamas pediu ajustes na proposta, como a retirada do mecanismo de distribuição de ajuda humanitária gerido pela Fundação Humanitária para Gaza (GHF) e o retorno da Organização das Nações Unidas (ONU) para assumir essa função.
Fontes próximas ao Hamas também disseram à Agência EFE que o grupo está “satisfeito” com a proposta anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na última terça-feira (1º). O plano prevê uma trégua inicial de 60 dias, com garantias de que os combates não serão retomados durante as negociações. O objetivo final seria um cessar-fogo permanente e a retirada gradual de Israel da Faixa de Gaza.
O acordo inclui a liberação pela facção palestina de metade dos reféns israelenses vivos mantidos em Gaza, além da devolução dos corpos de cerca de 30 reféns, em troca da libertação de prisioneiros palestinos detidos por Israel.
Trump afirmou que Israel aceitou a proposta de cessar-fogo, enquanto aguardava uma confirmação do Hamas. A trégua de dois meses está alinhada ao plano previamente apresentado pelo enviado americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, que Israel apoia, mas que o Hamas havia rejeitado anteriormente por não contemplar a retirada israelense da região ou o fim das operações militares.
O conflito na Faixa de Gaza já deixou um saldo devastador: mais de 57 mil mortos e 132 mil feridos desde o início da guerra, segundo o Ministério da Saúde do governo Hamas no enclave. A busca por um acordo de paz continua sendo um desafio fundamental para a região.
*Com informações da Agência EFE
