O empresário Flávio Rocha, dono da rede de lojas Riachuelo, criticou nesta terça-feira (8) a proposta de taxação de grandes fortunas promovida pelo governo federal. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Rocha classificou a medida como uma forma “não inteligente” de enfrentar a desigualdade social, argumentando que ela apenas contribui para a saída de capital do país ou o empobrecimento dos mais ricos.
Segundo Rocha, o potencial de arrecadação com esse tipo de imposto seria “pífio”, ao mesmo tempo em que poderia acelerar o êxodo de investidores e detentores de patrimônio. Ele defendeu que o caminho mais eficaz para reduzir desigualdades seria o estímulo à economia por meio da redução do imposto de renda e da desoneração da folha de pagamentos.
“Se desigualdade fosse o problema, tinha que dar um troféu para a Venezuela, que expulsou as fortunas para Miami ou quebrou quem insistiu em ficar”, declarou o empresário, em uma crítica direta aos modelos de política fiscal adotados em regimes considerados populistas.
Rocha também classificou a tributação sobre a folha de pagamentos como “o imposto do desemprego”, sugerindo que sua retirada ou reformulação deveria ser pauta prioritária no debate econômico. Ele destacou que, embora a carga tributária média do Brasil gire em torno de 35%, esse percentual incide apenas sobre a economia formal — o que, segundo ele, leva a uma pressão de quase 50% sobre o setor produtivo legalizado, um patamar que, afirma, “não tem paralelo no mundo”.
As declarações vêm em meio a uma campanha do governo federal que, segundo críticos como Rocha, promove um discurso de confronto entre classes sociais ao defender maior taxação sobre os mais ricos.
Flávio Rocha, dono da Riachuelo Foto: Reprodução/ Print de vídeo YouTube Roda Viva
