O cerco contra Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, apertou de vez. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), intensificou as investigações e subiu o tom contra o ex-presidente e sua família, com medidas duríssimas que colocam os dois no centro da crise política e judicial mais quente do momento.
Nesta segunda-feira (21), Moraes deu um ultimato à defesa de Bolsonaro: em 24 horas, os advogados devem explicar o suposto descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente. Caso contrário, o ministro poderá decretar sua prisão imediata com base no artigo 312, §1º, do Código de Processo Penal. A Procuradoria-Geral da República já foi acionada. A tensão cresce em Brasília com a possibilidade concreta de Jair Bolsonaro ser detido.
Enquanto isso, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, também sentiu o peso das ações do STF. Moraes determinou o bloqueio de todas as suas contas bancárias e da chave Pix, além de bens móveis, imóveis e até do salário como parlamentar. O objetivo é claro: sufocar financeiramente o filho do ex-presidente, tornando inviáveis suas articulações no exterior.
A Polícia Federal mira diretamente os R$ 2 milhões que Jair Bolsonaro teria transferido a Eduardo para garantir sua permanência nos EUA. A estratégia do cerco patrimonial foi adotada após avaliação de que medidas como prisão teriam baixa efetividade, já que a extradição de brasileiros residentes nos EUA acusados de atos antidemocráticos tem fracassado nos últimos anos.
Com a ofensiva, Moraes deixa claro que não pretende aliviar. A decisão representa mais um capítulo explosivo na queda de braço entre o STF e a família Bolsonaro, em meio a investigações sobre supostos esforços do clã para envolver o governo Trump em sanções contra o Brasil. O embate promete novos desdobramentos — e, ao que tudo indica, o clima vai esquentar ainda mais.
*Com informações do Metrópole e Estadão Conteúdo.
