As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram nesta terça-feira (22) a prisão de indivíduos suspeitos de envolvimento com atividades terroristas na cidade de Deir al Balah, na Faixa de Gaza, entre eles funcionários da Organização Mundial da Saúde (OMS). A operação ocorreu durante a primeira incursão terrestre israelense na região, que até então vinha sendo considerada uma zona relativamente segura e abrigo para deslocados palestinos e equipes de ajuda humanitária.
De acordo com o comunicado oficial das FDI, “vários indivíduos suspeitos de envolvimento com o terrorismo” foram detidos em um prédio onde estavam hospedados. A maioria foi liberada após interrogatório e retirada da área em coordenação com entidades internacionais. “Deve-se enfatizar que os suspeitos foram tratados de acordo com o direito internacional”, afirmou o exército israelense.
A OMS, por sua vez, confirmou que dois de seus funcionários foram presos durante a ação, mas apenas um permanece detido até o momento. A informação foi repassada à agência EFE pela porta-voz da organização, Bisma Akbar.
A cidade de Deir al Balah tem sido usada como base de operações por organizações humanitárias, dado que anteriormente não havia sofrido ofensivas terrestres de Israel. Com o avanço das tropas na região, o número de confrontos e prisões aumentou, inclusive envolvendo trabalhadores de agências internacionais.
Israel reforçou que mantém diálogo permanente com organismos internacionais e que, mesmo em meio à guerra, busca garantir retiradas seguras para seus funcionários. Ainda assim, a detenção de um colaborador da OMS eleva as tensões e levanta questionamentos sobre a segurança dos agentes humanitários em zonas de conflito. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre as acusações específicas contra o funcionário que continua sob custódia.
*Com informações da Agência EFE
