O governo de Israel celebrou a decisão dos Estados Unidos de deixar a Unesco, organização das Nações Unidas voltada à educação, ciência e cultura, classificando a medida como um “passo necessário” para garantir justiça e equidade no tratamento do país no cenário internacional. O desligamento dos EUA, anunciado pelo governo Trump nesta terça-feira (22), terá efeito a partir de 31 de dezembro de 2026.
“Comemoramos a decisão do governo americano de se retirar da Unesco. Este é um passo necessário, destinado a promover a justiça e o direito de Israel a um tratamento justo no sistema da ONU, um direito que muitas vezes tem sido pisoteado devido à politização”, declarou o ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar, em nota oficial.
A decisão de Washington foi comunicada pela porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, que justificou a saída afirmando que a participação na Unesco “não é do interesse nacional dos EUA”. Segundo ela, a organização promove causas “sociais e culturais divisivas” e adota uma “agenda globalista” que conflita com os princípios da política externa “América em primeiro lugar” defendida por Donald Trump.
Entre os pontos de maior atrito está a admissão da Palestina como Estado-membro da Unesco, medida considerada inaceitável pelos EUA e por Israel. Para ambos os governos, essa decisão contribui para o que classificam como retórica anti-Israel dentro da entidade.
Israel agradeceu publicamente o gesto dos Estados Unidos, ressaltando o apoio moral e a liderança do país em instâncias multilaterais, especialmente diante do que considera um tratamento injusto sofrido por Israel nas Nações Unidas.
Durante seu primeiro mandato, Trump já havia retirado os EUA da própria Unesco, além da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Conselho de Direitos Humanos da ONU, do Acordo de Paris sobre o clima e do pacto nuclear com o Irã. Muitas dessas decisões foram revertidas por seu sucessor, Joe Biden, ao assumir a presidência em 2021. Com seu retorno à Casa Branca, Trump reativa uma política externa voltada à seletividade na participação dos EUA em organismos internacionais.
*Com informações da Agência EFE
