Uma mulher de 70 anos foi presa em Tel Aviv, Israel, sob suspeita de planejar a morte do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (23) pela polícia israelense, a idosa, ligada a movimentos antigovernamentais, teria expressado a intenção de cometer o crime após receber um diagnóstico de saúde grave.
De acordo com o jornal Haaretz, a mulher confidenciou a pessoas próximas que pretendia “levar Netanyahu com ela”, o que levou conhecidos a alertarem as autoridades. O serviço de inteligência interna, Shin Bet, abriu uma investigação e descobriu que ela teria tentado obter armamentos, incluindo explosivos ou granadas propulsadas, com o apoio de outros ativistas que participaram de protestos contra o governo.
A suspeita foi detida há cerca de um mês e meio, mas foi colocada em prisão domiciliar no mesmo dia. Fontes ligadas ao caso informaram à emissora israelense Canal 12 que a mulher confessou parcialmente as acusações durante o interrogatório.
O caso deve ser encaminhado à promotoria do Estado nesta quinta-feira (24), e a expectativa é de que ela seja formalmente acusada por conspiração para cometer crime. A tentativa de atentado reacende alertas de segurança em meio à crescente polarização política e social em Israel.
*Com informações da Agência EFE
