A Casa Branca negou, nesta quarta-feira (23), as informações divulgadas por grandes veículos de imprensa norte-americanos que afirmavam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria sido informado em maio sobre a presença de seu nome em documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein. A acusação foi classificada como “fake news” por Steven Cheung, diretor de comunicações da presidência.
A declaração foi enviada ao The Wall Street Journal, CNN e The New York Times após a veiculação de reportagens que apontavam que a procuradora-geral, Pam Bondi, e seu vice, Todd Blanche, teriam comunicado Trump sobre sua citação “múltiplas vezes” nos arquivos do processo que envolve Epstein, magnata acusado de tráfico sexual e pedofilia, que morreu na prisão em 2019.
Segundo os veículos, o aviso teria ocorrido durante uma sessão informativa de rotina na Casa Branca, na qual o tema central não era o caso Epstein. Ainda de acordo com as matérias, outros nomes de figuras públicas também teriam sido mencionados nos documentos confidenciais.
Em resposta, Cheung acusou os meios de comunicação de promoverem uma narrativa distorcida com motivação política. “Isso não é nada além da continuação das histórias falsas inventadas pelos democratas e pela imprensa liberal, como o escândalo Obama Russiagate, sobre o qual o presidente Trump tinha razão”, disse ele à CNN, referindo-se às acusações de interferência eleitoral supostamente arquitetadas durante o governo do ex-presidente Barack Obama.
A suposta presença de Trump nos arquivos de Epstein reacendeu o debate sobre as conexões do magnata com figuras influentes da política, da economia e do entretenimento mundial. Apesar das negativas da Casa Branca, o caso continua sendo objeto de intensa cobertura e especulação, especialmente com a expectativa da divulgação completa dos documentos relacionados ao processo.
*Com informações da Agência EFE
