O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou nesta quinta-feira (31) a nova rodada de tarifas comerciais impostas a diversos países, muitas das quais entram em vigor nesta sexta-feira (1º). Em declaração publicada na Truth Social, sua rede social, Trump afirmou que as medidas estão “tornando os Estados Unidos GRANDES e RICOS de novo”, reforçando o lema de sua campanha “Make America Great Again”.
Segundo Trump, as tarifas vêm sendo usadas como instrumento de recuperação econômica e proteção da indústria americana, após décadas de políticas comerciais que, segundo ele, enfraqueceram o país. “Elas foram usadas com sucesso contra os EUA durante décadas e, junto com políticos realmente estúpidos, patéticos e corruptos, estão tendo um impacto devastador no futuro, e até mesmo na sobrevivência, de nosso país”, escreveu o presidente.
Trump acrescentou que, com sua política econômica, os Estados Unidos deixaram de ser um país “morto” e passaram a ser, em suas palavras, “o país mais atraente do mundo”. As novas tarifas incluem uma taxa de 15% sobre importações da União Europeia e uma de 50% sobre o cobre — com exceções para determinados produtos, como os cátodos de cobre exportados por países como o Chile.
O Brasil também foi alvo de uma nova tarifa de 50%, anunciada na quarta-feira (30), acompanhada de sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, como retaliação pelo processo judicial que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro. A Índia, por sua vez, enfrentará uma tarifa de 25%, sob a alegação de que impõe taxas “demasiadamente altas”.
“A todos os meus excelentes advogados que lutaram com tanto afinco para salvar o nosso país, desejo muita sorte no importante caso dos Estados Unidos hoje. Se o nosso país não tivesse conseguido se proteger usando TARIFAS CONTRA TARIFAS, ESTARÍAMOS ‘MORTOS’, SEM QUALQUER POSSIBILIDADE DE SOBREVIVÊNCIA OU SUCESSO”, concluiu Trump.
As medidas reforçam a postura nacionalista e protecionista de seu governo, num momento em que o presidente busca consolidar sua liderança em meio a um cenário internacional tenso e a disputas comerciais cada vez mais acirradas.
*Com informações da Agência EFE
