O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (1º) o envio de dois submarinos nucleares norte-americanos a regiões estratégicas em resposta às declarações do ex-presidente da Rússia, Dmitry Medvedev. A medida marca uma escalada na já tensa relação entre Washington e Moscou e foi motivada, segundo Trump, por ameaças que classificou como “insensatas e inflamadas”.
Em postagem na plataforma Truth Social, Trump afirmou que a movimentação militar é preventiva. “Diante das declarações provocativas do ex-presidente russo Dmitry Medvedev, atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Federação Russa, ordenei o envio de dois submarinos nucleares para as regiões correspondentes, apenas para o caso de essas declarações insensatas irem além”, escreveu.
O republicano disse ainda que “as palavras são muito importantes e muitas vezes podem ter consequências não intencionais”, e que espera que este não seja um desses casos.
A reação de Trump foi uma resposta direta ao alerta feito por Medvedev no início da semana. Em publicação na rede social X, o aliado do presidente russo, Vladimir Putin, criticou o ultimato imposto pelos Estados Unidos para que a Rússia cesse os ataques à Ucrânia e advertiu que a postura americana pode desencadear um conflito direto. “Trump está jogando o jogo do ultimato com a Rússia. Ele deve se lembrar de duas coisas: a Rússia não é Israel nem o Irã. E cada novo ultimato é um passo em direção à guerra. Não com a Ucrânia, mas com os Estados Unidos”, escreveu Medvedev.
Nos últimos meses, Trump tem demonstrado frustração com a continuidade dos bombardeios russos na Ucrânia. Recentemente, ele reduziu para dez dias o prazo dado a Moscou para aceitar uma trégua, em um movimento que tenta apresentar como um esforço pessoal para conter o avanço da guerra.
Em nova publicação nesta sexta, Trump também citou dados sobre baixas na guerra. Segundo ele, cerca de 20 mil militares russos morreram apenas no último mês, somando um total de 112,5 mil desde o início de 2025. Do lado ucraniano, o número de mortos teria chegado a 8 mil neste ano, sem contar os desaparecidos.
Trump afirmou ainda que “essa é uma guerra que nunca deveria ter acontecido” e voltou a responsabilizar o ex-presidente Joe Biden pelo conflito. “Estou aqui apenas para ver se posso impedi-la”, concluiu.
*Com informações da Agência EFE
