A jornalista Eliane Cantanhêde anunciou nesta sexta-feira (1º) sua saída da GloboNews após 15 anos de atuação como comentarista no programa Em Pauta. Em mensagem publicada nas redes sociais, ela disse que era “hora de parar” e afirmou que agora pretende reservar as noites para momentos de lazer. “Depois de 15 anos felizes e de muita energia na GloboNews, ao lado de tanta gente querida e competente, é hora de parar e reservar as noites para meus livros, séries e um bom vinhozinho”, escreveu. “Foi ótimo enquanto durou.”
Aos 73 anos, Cantanhêde contou à coluna F5, da Folha de S.Paulo, que vinha amadurecendo a ideia de deixar a TV, motivada pelo desgaste físico e emocional. “Trabalhar das 8h até 22h, apanhar de todo lado na internet… cansei. Tinha que abrir mão de um dos quatro empregos e abri. Tem hora pra tudo”, declarou. Ela também revelou que retomou o acompanhamento com psicóloga para lidar com a decisão, que, segundo ela, foi tomada em bons termos.
Apesar do tom amistoso, nos bastidores circula a informação de que a saída da comentarista teria sido incentivada pela emissora. Com declarações consideradas controversas se tornando mais frequentes, a Globo teria optado por evitar um desgaste maior e comunicar publicamente que a saída foi decisão pessoal da jornalista, em respeito à sua trajetória.
Eliane relembrou sua longa carreira, iniciada aos 19 anos, e disse que resistiu a convites anteriores para televisão. Aceitou integrar o time da GloboNews, segundo ela, por se tratar de um projeto inovador. “Aceitei o convite porque era a GloboNews e um programa que estava começando do nada, o Em Pauta, com muito horizonte para inovar, na forma e no conteúdo. Foi uma experiência incrível, com jornalistas maravilhosos e amigos para toda vida”, afirmou.
Ao longo de sua passagem pela emissora, Cantanhêde acumulou elogios e críticas, sendo figura constante em debates sobre política nacional. Em momentos recentes, foi alvo de controvérsias por opiniões que repercutiram negativamente nas redes sociais e até motivaram pedidos formais de repúdio no Congresso.
Agora, fora das câmeras, a jornalista pretende reduzir o ritmo e priorizar a vida pessoal, longe das tensões do noticiário diário.
