O Fundo Monetário Internacional autorizou nesta sexta-feira (1º) um novo repasse de 2 bilhões de dólares (cerca de R$ 11 bilhões) para a Argentina, após concluir positivamente a primeira revisão do acordo firmado com o governo de Javier Milei em abril. A decisão foi tomada mesmo com o não cumprimento da meta de reservas internacionais líquidas por parte do país.
O relatório técnico do FMI reconheceu as “medidas corretivas” adotadas pela equipe econômica argentina e concedeu uma isenção técnica, além de revisar para baixo as metas futuras do programa. Em junho, as reservas líquidas estavam em negativo de 4,7 bilhões de dólares, muito aquém da meta original de -1,1 bilhão. Ainda assim, o Fundo sinalizou confiança na recuperação do equilíbrio externo, projetando que a acumulação de reservas será retomada a partir de 2026 e deve atingir as metas até 2027.
O documento também reforça que a atuação do Banco Central argentino no mercado de câmbio deve se restringir a momentos de instabilidade, mantendo a disciplina na condução da política monetária.
O acordo total entre a Argentina e o FMI prevê 20 bilhões de dólares (cerca de R$ 110 bilhões), dos quais 12 bilhões já foram liberados anteriormente, em abril. A próxima avaliação do programa está prevista para novembro, após as eleições legislativas no país.
Com esse novo desembolso, a Argentina reforça sua condição de maior devedora do FMI, com uma dívida atual de 54,7 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 302 bilhões), o que representa 34% do total de empréstimos pendentes do fundo.
*As informações são da Agência EFE
