O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez duras críticas ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ao comentar a ação do parlamentar que é investigado por supostamente incentivar o governo dos Estados Unidos a adotar medidas econômicas contra o Brasil. Em entrevista à revista Veja, Motta afirmou que não pode aceitar que um parlamentar atue em prejuízo ao país e que o Conselho de Ética deve analisar o caso com imparcialidade. Segundo ele, embora cada deputado tenha autonomia, “não pode ser admitido” que alguém use seu mandato para ações que causem danos à economia brasileira.
Motta ponderou que Eduardo poderia até defender politicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas jamais agir contra o país, pois isso, segundo ele, não seria apoiado nem pelos próprios eleitores do deputado. O presidente da Câmara reforçou ainda que todos os parlamentares serão tratados de forma igualitária, sem privilégios, no que diz respeito à análise ética.
Sobre os desdobramentos da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, Motta sinalizou dificuldades para aprovar uma anistia irrestrita, mas garantiu que a pauta continuará sendo discutida entre os líderes partidários. Ele condenou a obstrução física feita pela oposição no plenário, afirmando que ultrapassou os limites regimentais, embora reconheça o direito à manifestação legítima dentro das regras.
Em relação à investigação dos parlamentares que participaram da obstrução, Motta aguarda o parecer da Corregedoria Parlamentar, que deverá recomendar as medidas cabíveis ao Conselho de Ética. O presidente da Câmara reafirmou que a obstrução física é irregular e prejudica o funcionamento da Casa.
Além disso, Motta anunciou que nos próximos dias indicará o relator da CPMI que investigará fraudes no INSS, com o Senado sugerindo o senador Omar Aziz (PSD-AM) para presidir a comissão. Ele destacou a importância de uma apuração imparcial e a punição dos responsáveis pelos crimes contra aposentados e pensionistas.
*Com informações da Agência AE
