Nesta quarta-feira (13), o Supremo Tribunal Federal definirá sua nova cúpula para o biênio 2025-2027. Seguindo a tradição de rotatividade por antiguidade, o ministro Edson Fachin assumirá a presidência da Corte, enquanto Alexandre de Moraes ocupará a vice-presidência. A escolha não ocorre por votação competitiva, mas por um rito simbólico previsto no Regimento Interno, que indica o ministro mais antigo que ainda não presidiu o STF. O atual presidente, Luís Roberto Barroso, deixará o cargo em 28 de setembro.
Fachin, indicado ao Supremo pela então presidente Dilma Rousseff em 2015, construiu trajetória marcada por atuação no Ministério da Justiça, no governo do Paraná e como relator de casos emblemáticos da Operação Lava Jato — entre eles, a decisão que anulou as condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a mudança, o atual vice-presidente passará a comandar a Corte no próximo mandato.
Pela mesma regra, Moraes, nomeado ao STF em 2017 pelo ex-presidente Michel Temer, será o próximo na linha de sucessão e deverá presidir o tribunal no biênio 2027-2029. Antes de chegar à Suprema Corte, ele atuou como promotor de Justiça em São Paulo, secretário estadual de Justiça e ministro da Justiça no governo Temer.
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Foto: Fellipe Sampaio /STF.
