O senador dos Estados Unidos Bernie Moreno afirmou nesta quinta-feira (14), em Cartagena das Índias, na Colômbia, que Nicolás Maduro não estará no comando da Venezuela em dezembro e destacou que o país precisa de um líder que realmente se preocupe com seu povo.
– Não toleraremos um narcoterrorista que inflige danos aos Estados Unidos. Trataremos os terroristas como os EUA os trataram no passado. Não o vejo no cargo além do final deste ano – declarou Moreno ao participar de um painel com o ex-ministro da Defesa colombiano e ex-embaixador em Washington, Juan Carlos Pinzón, e o senador americano Rubén Gallego, no 10° Congresso Empresarial Colombiano.
Na semana passada, o governo dos EUA ofereceu uma nova recompensa de 50 milhões de dólares (cerca de R$ 270 milhões) pela captura de Maduro. Os Estados Unidos o acusam, desde 2020, de crimes de narcotráfico e terrorismo, e, em janeiro de 2025, a atual administração aumentou o valor da recompensa.
– Maduro utiliza organizações terroristas estrangeiras como Sinaloa e o Cartel dos Sóis para introduzir drogas letais e violência em nosso país – afirmou a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi.
O senador Moreno, do Partido Republicano e do estado de Ohio, reforçou que a Venezuela merece um governo voltado para o bem-estar da população.
– Nós o designamos como terrorista, oferecemos uma recompensa de US$ 50 milhões por sua captura, é o dobro da recompensa que tínhamos por Osama Bin Laden. Deslocamos navios da Marinha no Caribe e no baixo Golfo da América (do México) – afirmou Moreno, de origem colombiana.
Segundo dados oficiais, a administração do presidente Donald Trump designou oito cartéis mexicanos como organizações terroristas, emitiu mais de 150 mandados federais por narcotráfico e terrorismo, e enviou mais de 5 mil militares à fronteira sul dos EUA e ao Caribe.
*Com informações da Agência EFE
