O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou nesta quinta-feira (28) a operação da Polícia Federal que mirou setores do Primeiro Comando da Capital (PCC) infiltrados no mercado de combustíveis. Em pronunciamento, o petista classificou a ação como a “maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado em nossa história”.
A ofensiva, batizada de Carbono Oculto, mobilizou 1.400 agentes em oito estados e cumpriu mandados de busca e apreensão contra mais de 350 pessoas e empresas suspeitas de lavagem de dinheiro, fraudes fiscais, estelionato, adulteração de combustíveis e crimes ambientais. A ação contou com apoio da Receita Federal e de Ministérios Públicos estaduais.
Segundo Lula, três operações foram deflagradas simultaneamente nos setores financeiro e de combustíveis, atingindo dez estados. Além da Carbono Oculto, também foram realizadas as operações Quasar e Tank, voltadas ao desmantelamento de esquemas de lavagem de dinheiro que utilizavam fundos de investimento para ocultar patrimônios ligados a facções criminosas.
“Cortar o fluxo de dinheiro ilícito, recuperar recursos para os cofres públicos e garantir um mercado de combustíveis justo e transparente, com qualidade e concorrência leal”, disse o presidente, ao enfatizar que o governo quer proteger consumidores e cidadãos.
Os mandados foram cumpridos em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Lula afirmou que o trabalho integrado só foi possível após a criação, no Ministério da Justiça, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado. “Isso permitiu acompanhar toda a cadeia e atingir o núcleo financeiro que sustenta essas práticas”, concluiu.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
