O ex-jogador Robinho não deixará a prisão tão cedo. O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter o ex-atacante em regime fechado na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, onde está desde março de 2024. Condenado na Itália a nove anos de reclusão por estupro coletivo, o ex-atleta continuará cumprindo pena no Brasil.
A Suprema Corte analisava um recurso da defesa, que insistia na suspensão do cumprimento da pena em território nacional. Os advogados pediam a revisão de um habeas corpus já negado anteriormente pelo tribunal. O relator do processo, ministro Luiz Fux, votou contra a libertação, sendo acompanhado por Alexandre de Moraes ainda no fim de março.
Em abril, Gilmar Mendes pediu vistas e só se manifestou em agosto, quando surpreendeu ao votar a favor da soltura do ex-jogador. Foi a segunda vez que o ministro defendeu a liberdade de Robinho, mas novamente ficou isolado. Na sessão mais recente, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin e Edson Fachin se alinharam ao relator, consolidando seis votos pela manutenção da prisão. Diante da maioria formada, os ministros Luiz Roberto Barroso, Carmen Lúcia, Nunes Marques e Flávio Dino não precisaram votar.
Robinho foi condenado definitivamente em 2022 pela Justiça italiana, após esgotar todos os recursos. O crime ocorreu em 2013, em uma boate de Milão, quando o então jogador do Milan participou de um estupro coletivo contra uma jovem albanesa. Além dele, outros cinco homens estavam envolvidos no caso: Roberto Falco, que também cumpre pena, e quatro que não chegaram a ser julgados.
A Itália chegou a solicitar a extradição de Robinho, mas como o Brasil não entrega cidadãos nativos, a alternativa encontrada foi o cumprimento da sentença em território nacional. O pedido foi aceito, e desde então, Robinho cumpre sua pena no regime fechado.
Com a nova derrota no STF, a defesa do ex-atacante esgota mais uma tentativa de evitar a execução da sentença, reforçando que a condenação por estupro coletivo não ficará sem resposta dentro das fronteiras brasileiras.
*Com informações da Agência AE
Foto: Atlético MG/Bruno Cantini
