O Complexo Portuário e Industrial de Suape vai ganhar um novo fôlego para ampliar sua capacidade de operação. Em cerimônia realizada nesta sexta-feira (29), a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), assinaram a ordem de serviço para o início das obras de dragagem do canal interno. O investimento chega a R$ 217 milhões, sendo R$ 100 milhões do governo federal e R$ 117 milhões do governo estadual.
A intervenção permitirá aprofundar o canal para 16,4 metros, tornando possível a atracação de navios de grande porte e consolidando Suape como um dos principais polos logísticos do país. A execução, que integra o Novo PAC, terá duração prevista de seis meses e prevê a remoção de 3,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos.
Durante o anúncio, o ministro Silvio Costa Filho ressaltou que a obra vai gerar desenvolvimento econômico e fortalecer operações já em andamento. Segundo ele, o aumento do calado vai ampliar a competitividade do porto, consolidando investimentos privados como os da APM Terminals, que ultrapassam R$ 1,7 bilhão e devem gerar mais de 1.500 empregos.
Raquel Lyra também destacou que a dragagem abre caminho para novas oportunidades de negócios, incluindo a movimentação de grãos em parceria com estados do Centro-Oeste, além de atrair aportes privados. A gestora lembrou ainda que o governo estadual planeja investir mais de R$ 6 bilhões em Pernambuco até 2026.
O diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, comemorou o início das obras como um marco para a expansão do porto. Ele afirmou que a intervenção permitirá a construção de novos cais, aumentando em mais de 30% a capacidade de operação. Já o presidente do Conselho de Administração, Paulo Sales, ressaltou que a dragagem do canal interno complementa a do canal externo, em andamento, e trará ganhos de produtividade e redução de custos para os usuários do porto.
A solenidade contou com a presença de deputados estaduais, prefeitas da região, representantes de órgãos ambientais e de entidades ligadas ao desenvolvimento econômico do Nordeste, reforçando o peso estratégico da obra para Pernambuco e para o Brasil.
