Iryna Zarutska, de 23 anos, foi morta a facadas em agosto deste ano dentro de um metrô em Charlotte, no estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Refugiada da guerra da Ucrânia desde 2022, ela havia se mudado para o país com os pais e dois irmãos.
O caso ganhou repercussão em setembro, após a divulgação das imagens de câmeras de segurança que registraram o ataque. No vídeo, Iryna aparece sentada, vestida com o uniforme da pizzaria onde trabalhava, quando um homem se levanta atrás dela segurando uma faca. Segundo a polícia, o crime foi aleatório e não provocado.
O suspeito, Decarlos Brown Jr., foi preso logo após o ataque e acusado de homicídio em primeiro grau. De acordo com as autoridades, ele já tinha 14 prisões anteriores, incluindo assalto à mão armada e furto.
Quem era Iryna
Nascida em Kiev em 2002, Iryna era formada em Arte e Restauro pela Universidade de Synergy. Segundo familiares, gostava de moda, desenhava roupas e costumava presentear amigos e parentes com suas criações. Nos Estados Unidos, trabalhou em uma pizzaria, cuidava de animais de estimação de vizinhos e sonhava em se tornar assistente veterinária.
Em nota, a família destacou que ela será lembrada “pela bondade, criatividade e pela impressão duradoura que deixou em todos que conheceu”.
Debate político
O assassinato de Iryna também gerou repercussão política na Carolina do Norte. O deputado republicano Mark Harris classificou o caso como reflexo de uma “epidemia nacional”. A Casa Branca chamou o suspeito de “monstro perturbado” e atribuiu responsabilidade a políticas locais consideradas brandas com o crime.
Líderes legislativos estaduais afirmaram que irão avançar em propostas para endurecer regras de libertação antes do julgamento e estudam incluir no pacote um esforço para retomar a pena de morte no estado.
*Com informações da Agência AE
