Alunos da Universidade de Utah Valley, nos Estados Unidos, ainda enfrentam o trauma de terem testemunhado o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, ocorrido na última quarta-feira (10). Alguns relataram dificuldade para dormir, medo de retornar ao câmpus e necessidade de apoio familiar nos dias seguintes ao ataque.
O suspeito, Tyler James Robinson, foi preso na quinta-feira (11) e deve comparecer à primeira audiência na terça-feira (16). As autoridades investigam o planejamento do crime, a motivação do acusado e possíveis falhas de segurança, já que ele disparou de um telhado com um rifle antes de fugir.
A universidade informou que reforçará as medidas de segurança quando as aulas forem retomadas na quarta-feira (17). Enquanto isso, alunos têm se reunido em memoriais improvisados dentro do câmpus, onde vigílias silenciosas, fitas vermelhas nas árvores e homenagens marcam o luto coletivo.
Na cidade natal de Robinson, a cerca de 390 quilômetros de distância, o FBI cumpriu um mandado de busca na residência de sua família, apreendendo um veículo Dodge Challenger cinza, que teria sido usado para chegar ao local do ataque.
Entre os estudantes, o clima é de choque e tristeza. Alec Vera, que viu o ataque de perto, afirmou ter ficado isolado por dias antes de decidir visitar o memorial. “Senti a necessidade de estar com todos, seja para confortar ou ser confortado, apenas para me cercar daqueles que também estão de luto”, disse.
*Com informações da Agência EFE
