O escritor e historiador Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, provocou polêmica ao comentar a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que resultou na morte de 121 pessoas, incluindo quatro policiais. Em vídeo publicado no Instagram, Bueno classificou a ação como uma “tragédia” e afirmou que o Rio é uma “cidade amaldiçoada”.
“Então, você está apavorado, indignado, mortificado, quase paralisado com essa tragédia que ocorreu no Rio de Janeiro? Pois eu também, porque é muito, horrivelmente doloroso, né? Mas tem explicações, tudo tem explicações e a história nos explica tudo”, disse ele, chamando para um conteúdo sobre o tema em seu canal no YouTube.
Além de criticar a operação, Peninha atacou diretamente o governador Cláudio Castro (PL), afirmando que ele “nem deveria ser governador” e que “deveria estar preso”. O escritor relacionou a violência no Rio à desigualdade histórica, à exclusão social e à má gestão política, fazendo críticas também ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Esta não é a primeira vez que Eduardo Bueno se envolve em controvérsias. Em setembro, ele foi criticado após comemorar de forma irônica a morte do ativista conservador norte-americano Charlie Kirk, assassinato ocorrido durante um debate universitário. O vídeo gerou forte reação negativa e foi apagado, mas o escritor reclamou de “censura” em novas publicações.
Bueno é jornalista, tradutor e autor da coleção Terra Brasilis. Gaúcho, recebeu o Prêmio Jabuti e a Ordem do Mérito Cultural, consolidando-se como uma voz influente, embora frequentemente controversa, no debate sobre história e política brasileira.
*Com informações do Pleno News
