O número de brasileiros que vivem sozinhos cresceu de forma expressiva nas últimas duas décadas, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na pesquisa Nupcialidade e Família, baseada no Censo 2022.
Entre 2010 e 2022, a proporção de domicílios formados por apenas uma pessoa passou de 12,2% para 19,1%, um aumento de mais de 50%. Ainda assim, o Brasil segue bem abaixo de países europeus, como a Finlândia, onde 45,3% da população vive sozinha, e do Reino Unido, com 30%, além dos Estados Unidos, com 27,5%.
Na América Latina, o comportamento é mais próximo ao brasileiro: na Argentina, 16,2% dos lares são de pessoas que moram sozinhas, e no México, 12,4%.
O levantamento também revela mudanças importantes na estrutura familiar. As mulheres estão assumindo cada vez mais o papel de chefes de família — passaram de 22,2% dos responsáveis em 2000 para 48,8% em 2022. Já os homens, que eram maioria absoluta, caíram de 77,8% para 51,2% no mesmo período.
Os dados reforçam uma transformação social e cultural no país: mais independência individual, novas dinâmicas familiares e maior protagonismo feminino dentro dos lares brasileiros.
*Com informações da Agência AE
