A China decidiu não participar do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (Tropical Forest Forever Facility – TFFF), iniciativa apresentada pelo Brasil durante a Conferência do Clima das Nações Unidas (COP30), realizada em Belém (PA). A informação foi confirmada por três fontes próximas às negociações, que afirmam que Pequim não pretende fazer aportes financeiros no projeto.
O fundo, idealizado pelo governo brasileiro, busca criar um novo modelo de financiamento climático ao combinar recursos públicos e privados destinados a países com florestas tropicais que atuem na preservação e recuperação dessas áreas. Estão entre os beneficiários Brasil, Colômbia, Peru, Indonésia, República Democrática do Congo e Gana.
A proposta prevê que os países só receberão os repasses após comprovação, por meio de imagens de satélite, de que conseguiram reduzir o desmatamento a níveis inferiores aos limites estabelecidos. O objetivo é recompensar financeiramente as nações que mantêm suas florestas de pé e contribuem efetivamente para o equilíbrio climático global.
Até o momento, o TFFF já reúne cerca de 5,5 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 29,1 bilhões) em compromissos de investimento. Noruega, França e Indonésia já confirmaram participação, enquanto a Alemanha anunciou que planeja uma contribuição considerada substancial.
Fontes ouvidas pelo InfoMoney e pela Agência Brasil afirmam que a decisão da China está relacionada à sua visão de que os países desenvolvidos devem assumir a maior parte da responsabilidade financeira pelos esforços globais de conservação. A delegação chinesa na COP30, entretanto, não se pronunciou oficialmente sobre o tema.
A ausência chinesa representa um revés para o fundo, que havia sido lançado com grandes expectativas de adesão de economias emergentes, incluindo a segunda maior do mundo. Ainda assim, diplomatas brasileiros afirmam que as negociações seguem abertas e que novos compromissos poderão ser anunciados nos próximos meses.
*As informações são do InfoMoney e da Agência Brasil
