A Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto) iniciou, nesta quinta-feira (13), as comemorações pelos seus 20 anos de existência, dando início a uma edição que promete ampliar fronteiras e abraçar novas linguagens. A abertura ocorreu com a estreia da Fliporto Arte, no Espaço Janete Costa, no Parque Dona Lindu, reunindo galerias, artistas, agentes culturais e um público ávido por novidades. A proposta é expandir o alcance do festival, conectando literatura, artes visuais e experiências sensoriais em um mesmo ambiente.
A feira de arte contemporânea trouxe uma programação diversa, com palestras, rodas de diálogo e intervenções que aproximam o público da produção artística atual. Além disso, a gastronomia ganhou protagonismo com menus assinados pelo chef Cesar Santos e pelo tradicional Café Savoy, reforçando a ideia de que a Fliporto é, mais do que um evento, uma celebração cultural ampla e plural.
Nesta edição comemorativa, o tema “Literatura, tecnologia, sustentabilidade, interfaces e diálogos” norteia as atividades, destacando o papel do festival como espaço de reflexão sobre o presente e o futuro. A Fliporto Arte homenageia o centenário do pintor pernambucano Reynaldo Fonseca, reconhecido por sua estética singular, e também apresenta uma exposição fotográfica de Gabriel Wickbold, cujas obras dialogam com temas contemporâneos e provocam o olhar do visitante. O espaço abriga ainda galeristas, coletivos e artistas que integram a cena da arte contemporânea brasileira.
A partir desta sexta-feira (14), às 15h, terá início oficialmente a Fliporto Literária, que abre sua programação com a apresentação da Literatrupe e a exibição de um vídeo comemorativo das duas décadas do festival. Este ano, os poetas Carlos Pena Filho e Miró da Muribeca foram escolhidos como homenageados. Ambos carregam trajetórias que ajudaram a moldar a sensibilidade da literatura recifense, traduzindo em versos a alma da cidade e de suas transformações.
A Fliporto 2025 segue com atividades até o domingo (16), quando encerra mais uma edição histórica — desta vez celebrando não apenas sua longevidade, mas também sua capacidade de se reinventar e dialogar com diferentes formas de expressão cultural.
