O pernambucano João Gomes viveu uma noite histórica ao conquistar seu primeiro Grammy Latino, ao lado dos parceiros paulista e sergipano, em uma disputa que reuniu nomes de peso da música lusófona. Na categoria, ele concorria com outros artistas pernambucanos — Joyce Alane (“Casa Coração”), Fitti (“Transespacial”) e Natascha Falcão (“Universo de Paixão”) — além do fadista português Camané. A vitória coroou um momento de grande crescimento para o artista de Serrita, que subiu ao palco profundamente emocionado.
No discurso, João quase não conseguiu concluir as palavras. Com a voz embargada, agradeceu aos amigos, ao público e a Deus por ter chegado tão longe. “Só tenho a dizer muito obrigado, a toda turma de onde eu sou, todo mundo que ajudou a gente a chegar até aqui (…) e a gente tem um sonho no nosso coração. Eu acho que Deus tem falado muito com a gente, seja nos shows… todo santo dia, eu tenho que agradecer muito a ele por esses amigos que a música me deu e agradecer e… vamo lá pro Nordeste conhecer nossa festa, por favor”, disse, arrancando aplausos da plateia.
A conquista marca uma virada especial para João, que já havia sido indicado ao Grammy Latino em 2023, com o álbum Raiz, mas saiu de mãos vazias na ocasião. Agora, ele celebra o reconhecimento internacional ao lado do trio que, inclusive, se apresentou durante a Première do evento. Para Jota.pê, que acompanha o projeto, esta não é a primeira vitória: no ano passado, ele levou três gramofones para casa.
O momento reafirma a força da música nordestina e o alcance crescente de artistas que, sem abrir mão de suas raízes, vêm conquistando palcos, prêmios e corações em diferentes partes do mundo. Para João Gomes, essa é apenas mais uma etapa de uma trajetória que continua atravessando fronteiras — sempre com Serrita, o Nordeste e a gratidão em primeiro lugar.
