O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu no último sábado (15) mais dois perdões a pessoas investigadas no âmbito da invasão ao Capitólio, ocorrida em 6 de janeiro de 2021. As decisões reforçam a disposição do presidente em usar seu poder constitucional para beneficiar apoiadores que enfrentaram processos conduzidos pela ampla investigação aberta durante o governo Biden, que já resultou em acusações contra mais de 1.500 réus.
Entre os beneficiados está Suzanne Ellen Kaye, condenada por ameaçar atirar em agentes do FBI após ser procurada em 2021 por suspeita de envolvimento nos eventos do Capitólio. Na época, Kaye publicou um vídeo nas redes sociais evocando o direito de portar armas garantido pela Segunda Emenda e afirmando que reagiria com violência se agentes fossem até sua residência.
Ela havia cumprido 18 meses de prisão e foi libertada no ano passado. Segundo um funcionário da Casa Branca, Kaye sofre de “convulsões induzidas por estresse”, tendo passado mal ao ouvir a leitura do veredicto. O governo norte-americano classificou seu caso como um episódio de “discurso político desfavorecido da Primeira Emenda sendo processado com sentença excessiva”.
Trump também concedeu perdão a Daniel Edwin Wilson, de Louisville, Kentucky, que já havia recebido clemência anteriormente, mas permanecia preso devido a uma condenação separada por posse ilegal de armas de fogo. Durante as investigações, autoridades encontraram seis armas e cerca de 4.800 munições em sua casa, o que configurava crime devido a antecedentes criminais. Wilson, que deveria permanecer preso até 2028, foi libertado na noite de sexta-feira, conforme informou seu advogado.
Os novos perdões se somam a uma série de decisões semelhantes que têm marcado o mandato de Trump, evidenciando seu alinhamento com apoiadores envolvidos no episódio que abalou a democracia americana e segue repercutindo no cenário político do país.