Um estudante de 11 anos, identificado como Cole Ditmore, sobreviveu a um acidente vascular cerebral (AVC) após um incidente ocorrido durante uma brincadeira considerada perigosa entre colegas, em uma escola no interior de Wisconsin, nos Estados Unidos. O caso chamou atenção pela gravidade e pela idade da vítima.
Segundo o próprio Cole relatou ao hospital FMOL Health, a dinâmica criada pelos alunos envolvia tentar tirar um marca-texto de sua boca com uma bolada de futebol. A tentativa, no entanto, saiu do controle: o impacto empurrou o objeto para dentro de sua garganta, levando o menino a desmaiar imediatamente.
“Tudo de que me lembro é ver uma espécie de tela preta. Eu só conseguia ouvir coisas. Não conseguia ver, nem me mexer”, contou o estudante.
A mãe do menino, Angelina, relatou que o filho passou sete dias internado e que o desespero tomou conta da família. “Você não espera que seu filho de 11 anos tenha um AVC. Todo mundo sabe o que é um AVC, mas ver isso em uma criança… Ele começou a falar arrastado, perdeu os movimentos do lado esquerdo”, descreveu. Ela afirmou, porém, que o atendimento médico eficiente foi fundamental para evitar sequelas graves.
Cole está em recuperação e precisará apenas de fisioterapia para tratar dificuldades residuais na mão e no braço esquerdo, além de cumprir algumas restrições, como evitar esportes de contato. Apesar do susto, o garoto já retomou boa parte de sua rotina.
“Sinceramente, só quando ele levantou da cama e começou a se movimentar eu soube que ele ficaria bem. Ele está falando, andando. Somos realmente abençoados”, disse Angelina.
O menino também fez questão de agradecer pelo apoio que recebeu durante o processo de recuperação. “Gostaria de agradecer a todos por estarem ao meu lado, e ao próprio Senhor por me manter nesta Terra”, afirmou.
O caso reacendeu o alerta para brincadeiras perigosas e práticas de risco entre estudantes, que podem resultar em acidentes graves e até fatais.
