Nicolás Maduro voltou a mirar os Estados Unidos ao afirmar, nesta segunda-feira (17), que está disposto a conversar “cara a cara” com o presidente norte-americano Donald Trump. A declaração veio após Trump admitir a possibilidade de abrir “discussões” com Caracas, mesmo mantendo pressão sobre o regime e sem descartar uma intervenção militar na Venezuela.
No tradicional programa semanal transmitido pela TV estatal VTV, Maduro afirmou que qualquer país que deseje dialogar com a Venezuela terá de fazê-lo diretamente, sem intermediários. “Quem quiser falar com a Venezuela, falará face to face, sem nenhum problema. Quem quiser dialogar encontrará sempre em nós gente de palavra, decente e com experiência para dirigir a Venezuela”, declarou.
Maduro defendeu que “somente através da diplomacia” os países podem se entender e disse que o diálogo é o único caminho para “buscar a verdade e a paz”. Ele também criticou o que chamou de “ameaças de uso da força” contra o povo venezuelano, afirmando que não se pode permitir que a nação seja “bombardeada e massacrada”.
Do outro lado, Trump voltou a endurecer o discurso. O presidente afirmou que Maduro “não tem sido bom com os Estados Unidos” e voltou a acusar o governo venezuelano de permitir a chegada de membros da quadrilha Trem de Aragua ao território americano. Segundo ele, nenhuma opção está fora da mesa — incluindo uma intervenção militar —, embora tenha sinalizado abertura para um diálogo direto.
As declarações reacendem a tensão histórica entre Washington e Caracas, enquanto Maduro tenta se reposicionar diplomaticamente e Trump mantém o tom firme que marcou sua política externa durante o primeiro mandato.
*Com informações da Agência EFE
