A rotina escolar foi interrompida por terror na madrugada em Maga, no estado de Kebbi, na Nigéria. Homens armados invadiram a Government Girls Comprehensive Secondary School por volta das 4h e sequestraram 25 estudantes, em um ataque descrito pela polícia como “brutal e inesperado”. Entre as vítimas há meninas cristãs, segundo a organização Portas Abertas.
De acordo com as autoridades, o grupo de criminosos escalou o muro da escola e abriu fogo com armas de alto calibre. As equipes táticas chegaram a responder ao ataque, mas os sequestradores fugiram rapidamente com as alunas para uma área de vegetação densa. Até agora, não houve contato com pais ou funcionários, e o motivo da ação permanece desconhecido.
Durante o ataque, os bandidos mataram o professor Malam Hassan Makuku, vice-diretor da instituição, e feriram outro docente, Ali Shehu. A comunidade escolar segue em choque, enquanto famílias cristãs tentam confirmar se suas filhas estão entre as raptadas. Fontes locais alertam que o número de meninas cristãs sequestradas pode ser maior do que o divulgado inicialmente.
O caso se soma ao crescente avanço de sequestros no noroeste da Nigéria, prática que se tornou lucrativa e enfraquece comunidades inteiras. Cristãos são alvos frequentes e enfrentam pedidos de resgate mais altos, o que obriga famílias a vender bens e terras para tentar salvar seus filhos.
O episódio revive memórias traumáticas do sequestro de 2014, quando 275 meninas foram levadas de uma escola em Chibok pelo Boko Haram. Uma década depois, 93 delas continuam desaparecidas. Yakubu Nkeki Maina, presidente da associação de pais das jovens, voltou a cobrar respostas do governo: “É lamentável que tenham abandonado nossas filhas. Não há justificativa para que não tenham sido resgatadas.”
Enquanto autoridades buscam pistas, a região novamente se vê dominada pelo medo, pela incerteza e por uma dor que parece não ter fim.
