A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), realizada pela Polícia Federal na manhã deste sábado (22), provocou forte reação política em Brasília e reacendeu tensões entre aliados do ex-chefe do Executivo e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Entre as vozes mais contundentes esteve a do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que classificou a decisão como um ato arbitrário e motivado por perseguição.
Bolsonaro foi detido por volta das 6h, após determinação do STF, e levado à Superintendência da Polícia Federal, onde permanece em uma sala de Estado — espaço reservado a autoridades de alta relevância. Segundo nota oficial da PF, trata-se de uma medida cautelar, e não do início de cumprimento de pena. A corporação afirma que a prisão busca resguardar a ordem pública diante de possíveis riscos associados à mobilização de apoiadores.
Fontes ouvidas pelo G1 apontam que a preocupação da PF cresceu após a convocação de uma vigília organizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), marcada para a noite de sexta-feira (21). A avaliação interna era de que o ato poderia gerar tumultos, colocando em risco tanto manifestantes quanto agentes.
A ação intensificou o clima de instabilidade institucional que já cercava Bolsonaro, alvo de restrições judiciais e investigações recentes. No Congresso, a repercussão foi imediata — e Sóstenes Cavalcante destacou-se ao elevar o tom das críticas.
“Golpe que NUNCA existiu! Vinte e dois milhões de multa ao PL. Dia vinte e dois de novembro manda prender. Coincidências de um PSICOPATA!!”, escreveu o deputado nas redes sociais. Em nova publicação, ele voltou a falar sobre Moraes, afirmando: “Se é verdade que o motivo da prisão de Bolsonaro foi a convocação do senador Flavio Bolsonaro para uma vigília de oração, realmente Alexandre de Moraes é psicopata de alto grau”.
As declarações inflamaram ainda mais o debate público, enquanto juristas e analistas discutem os limites da atuação do STF e a intensidade das reações de aliados do ex-presidente.
