O deputado federal Aécio Neves afirmou, em entrevista à Coluna do Estadão, que o PSDB não apoiará nenhum dos dois polos que dominaram as últimas eleições presidenciais. Prestes a reassumir a presidência da sigla na quinta-feira (27), ele foi categórico ao dizer que o partido não estará com a família Bolsonaro nem com o presidente Lula em 2026.
“Não apoiaremos candidatura da família Bolsonaro nem Lula em 2026”, declarou Aécio à coluna, reforçando que o PSDB buscará um reposicionamento firme no espectro político.
Segundo o parlamentar, a estratégia será “radicalizar no centro”, mantendo oposição ao governo petista, mas sem ceder à agenda bolsonarista. Aécio afirmou que o país precisa de uma alternativa que não se baseie apenas na rejeição aos extremos: “Queremos voltar a dar ao Brasil a oportunidade de votar sim, porque hoje metade dos brasileiros vota não. Vota não ao que o lulismo representa e, então, escolhe o bolsonarismo”, disse à Coluna do Estadão.
Embora o PSDB não tenha lançado candidato próprio em 2022, Aécio reconhece que ainda não há nomes definidos para a disputa presidencial. O foco atual é reconstruir o peso eleitoral da legenda, com a meta de eleger 30 deputados federais e recuperar espaço nos estados.
Ele também afirmou que aceitou reassumir o comando do partido para garantir sua sobrevivência institucional: “Meu objetivo é fazer o PSDB superar as cláusulas de desempenho e apresentar um projeto para o Brasil pós-2026”, declarou.
Aécio reforçou que, apesar das previsões pessimistas, o partido está longe de desaparecer. “Muitos acharam que íamos acabar. Ainda vão ter que nos aturar.”
