O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que viajará a Pequim em abril do próximo ano para se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping. O anúncio foi feito nesta segunda-feira por meio da plataforma Truth Social, onde o republicano afirmou ter tido um “excelente” telefonema com o líder da China. Trump também informou que convidou Xi para uma visita de Estado a Washington no fim de 2025.
Segundo o presidente americano, a conversa tratou de temas estratégicos da relação bilateral, incluindo guerra na Ucrânia, Rússia, combate ao fentanil e comércio agrícola — especialmente soja e outros produtos exportados pelos EUA. Ele ressaltou que a ligação serviu para aprofundar os entendimentos estabelecidos no encontro entre os dois líderes ocorrido há três semanas, na Coreia do Sul.
Trump destacou que aceitou o convite para visitar Pequim e que a contraparte chinesa será recebida com todas as honras de uma visita de Estado à Casa Branca. Trata-se do primeiro convite oficial desse nível no segundo mandato do republicano, uma cerimônia que envolve protocolo militar, recepção oficial e jantar de gala.
A Casa Branca afirmou que a relação entre Estados Unidos e China está “extremamente sólida” e que os dois países têm alcançado “avanços significativos” para manter acordos atualizados. Para Trump, o objetivo agora é “focar no panorama geral”, após a retomada de compromissos comerciais e diplomáticos.
Do lado chinês, a agência estatal Xinhua informou que Xi Jinping abordou a questão de Taiwan durante a ligação, classificando a reunificação da ilha como uma “parte importante” da ordem internacional estabelecida após a Segunda Guerra Mundial. A fala ocorre dias depois de Pequim advertir Washington sobre a aprovação da venda de peças para aeronaves militares a Taiwan, no valor de US$ 330 milhões.
A China considera a ilha uma parte “inalienável” de seu território e não descarta o uso da força para a reunificação. Embora o tema não tenha sido discutido no encontro de Busan, ele voltou a surgir no diálogo entre os líderes, refletindo a sensibilidade geopolítica da região.
Trump e Xi haviam acertado anteriormente a redução de tarifas americanas aplicadas à China, a suspensão de restrições chinesas à exportação de terras raras e um acordo de compra de soja americana — pontos que devem voltar à mesa nas próximas negociações previstas para 2026.
*Com informações da Agência EFE
