O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a usar referências religiosas e bem-humoradas ao falar sobre sua longevidade e seu compromisso político. Durante cerimônia na Universidade Pedagógica de Maputo, em Moçambique, onde recebeu o título de Doutor Honoris Causa nesta segunda-feira (24), Lula afirmou que pretende viver até os 120 anos e declarou que “não teria lugar no céu”.
Segundo o presidente, enquanto houver desigualdade e fome no mundo, ele continuará “lutando por justiça social”.
“Eu acho que não teria lugar para mim no céu. E eu não sei ficar bonzinho quando se trata de cuidar do povo pobre, abandonado e deserdado no planeta”, disse, ao encerrar o discurso.
A fala foi feita após Lula criticar a falta de políticas globais eficazes contra a fome. Para ele, o problema não decorre de falta de alimentos, mas de “falta de vergonha na cara de quem governa o mundo”.
O petista também destacou que os pobres não podem ser tratados como invisíveis e que o papel do Estado é garantir oportunidades. “Nós queremos ser tratados com respeito. Não queremos tirar nada de ninguém. Queremos o direito de uma empregada doméstica ter sua filha na universidade, na mesma universidade da patroa”, afirmou.
Esta não é a primeira vez, em 2025, que Lula diz que não pretende ir para o céu ou que prefere continuar vivo por muito tempo. Em setembro, ele afirmou que queria viver 120 anos e ofereceu sua “vaga no céu” a quem quisesse ir em seu lugar. Em junho, na França, Lula declarou estar “reivindicando a Deus” mais anos de vida para continuar trabalhando.
*Com informações do Pleno News
