O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro se encontra “indignado e inconformado” com a prisão na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Segundo o parlamentar, Bolsonaro tem repetidamente questionado o que fez para merecer a detenção, lembrando que realizou uma transição tranquila de governo após as eleições. “Continua muito indignado e inconformado, a todo momento falando como se estivesse se defendendo ainda dessa perseguição que ele sofreu, [dizendo] ‘o que eu fiz para estar aqui’, ‘fiz uma transição tranquila de governo após a eleição’… Fazendo a defesa dele como sempre de, obviamente, não trabalhou para que houvesse nenhum conjunto ou contexto que pudesse motivar qualquer ato irresponsável”, declarou.
O senador também relatou preocupação com uma suposta proibição de que o ex-presidente receba refeições levadas pela família, necessárias por recomendação médica. “Alguém, não sei de quem partiu a ordem, de proibir que a família trouxesse comida dele que é feita com base na prescrição médica, que ele precisa ter uma alimentação especial por causa do fluxo intestinal e das sequelas da cirurgia. Me soou muito estranho que alguém tivesse dado essa determinação para ir contra a medicação que é prescrita pelos médicos, para evitar intercorrências”, disse.
Flávio acrescentou que Bolsonaro sofreu uma crise de soluço durante a noite. “Ele acaba broncoaspirando e pode acarretar numa infecção no pulmão. Isso pode ser letal”, alertou. Sobre a tentativa de violar a tornozeleira eletrônica, o senador disse: “Ainda que ele desse marretada na tornozeleira era impossível fugir. Moraes queria fazer e fez [decretar a prisão]. Foi uma confusão mental da parte dele.”
O senador informou ainda que Bolsonaro pediu que seja pautada a anistia para os condenados pelo suposto plano de golpe de Estado, orientando que a discussão sobre a sucessão presidencial de 2026 fique para depois. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes que incluem golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e grave ameaça contra o patrimônio da União, além de deterioração de patrimônio tombado.
Flávio Bolsonaro – Foto: EFE/Isaac Fontana
