Onze anos após um dos maiores mistérios da aviação mundial, o governo da Malásia anunciou que retomará as buscas pelo voo MH370 da Malaysia Airlines a partir de 30 de dezembro. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (3) pelo Ministério do Transporte do país, que afirmou ter definido uma nova área “de maior probabilidade” de encontrar a aeronave, embora não tenha revelado a localização exata.
O Boeing 777 desapareceu em 8 de março de 2014 após decolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim, transportando 227 passageiros e 12 tripulantes. O avião perdeu contato pouco depois da decolagem, mudou de rota e nunca mais foi localizado, dando origem a uma série de operações internacionais de busca e a inúmeras teorias sobre o que teria ocorrido.
A nova etapa da investigação ficará novamente a cargo da empresa Ocean Infinity, que já havia conduzido uma expedição em abril deste ano. A operação foi interrompida por causa das condições climáticas adversas na região indicada pelas autoridades. Agora, com uma janela mais favorável e novos dados analisados, a companhia retomará o trabalho no fundo do oceano.
Desde o desaparecimento, governos e especialistas realizaram buscas multibilionárias em diferentes áreas do Oceano Índico, localizaram poucos destroços e iniciaram diversas investigações, nenhuma capaz de determinar o destino final da aeronave. A hipótese oficial apresentada pela Malásia em 2014 é de que o voo teria mudado de rota e caído no oceano após ficar sem combustível.
As investigações técnicas sugeriram ainda que o piloto Zaharie Ahmad Shah pode ter alterado deliberadamente o trajeto do avião, embora nenhuma irregularidade tenha sido identificada em seu histórico ou no do copiloto.
Com a retomada das buscas, familiares das vítimas esperam, mais uma vez, que o mistério do MH370 finalmente seja esclarecido, colocando fim a mais de uma década de incertezas.
