A governadora Raquel Lyra (PSD) reuniu, na manhã desta terça-feira (9), portais da Região Metropolitana para um balanço de fim de ano, ocasião em que abordou também as pressões e ataques que vêm marcando sua trajetória no Executivo. Durante a coletiva, Raquel afirmou que passou a reconhecer como violência política de gênero as críticas que ultrapassam o debate público e atacam sua capacidade de trabalho por motivos pessoais.
Segundo ela, a antecipação das discussões eleitorais tem servido como manobra para encurtar o mandato de mulheres em posições de liderança. “Fazem muito isso com mulheres. É como se nós estivéssemos aqui para guardar lugar para o próximo homem”, disse, destacando que, apesar dos episódios que enfrenta, prefere não se apresentar como figura fragilizada politicamente.
Raquel ressaltou que o silêncio também pode contribuir para apagar vivências semelhantes de outras mulheres. “Eu não quero que me enxerguem como alguém vitimizada, porque eu sou uma mulher forte. Eu não preciso provar isso a ninguém. Mas não falar mais é também silenciar muitas outras. Isso é novo no Brasil, porque poucas mulheres estiveram no posto que estou”, pontuou.
Durante o encontro, a governadora destacou iniciativas de sua gestão voltadas ao público feminino, como creches, maternidades, programas como Mães de Pernambuco e Morar Bem. Também relembrou episódios de sua trajetória política, como quando disputou – e venceu – a presidência da Comissão de Justiça na Alepe, contrariando expectativas de que assumiria apenas a Comissão da Mulher.
Raquel ainda citou a resistência que enfrentou ao decidir disputar a Prefeitura de Caruaru, cargo que viria a ocupar como a primeira mulher eleita para comandar o município. Para ela, esses marcos ajudam a inspirar outras mulheres a ocuparem espaços de poder. “Fui buscar um partido, me coloquei como candidata, consegui ser prefeita e hoje estou aqui. Essa trajetória, tenho certeza, encoraja outras pessoas a também ocupar esses lugares”, concluiu.
