O Ministério Público de Pernambuco recomendou que a Prefeitura de Caruaru e a Fundação de Cultura e Turismo do município adotem medidas para reduzir os gastos com atrações contratadas para o São João de 2026. A orientação foi emitida após uma auditoria identificar valores considerados acima da média de mercado em diversos contratos firmados para a festa.
De acordo com o levantamento, baseado em dados dos painéis de transparência do MPPE e do Tribunal de Contas do Estado, o montante apontado como excesso ultrapassa R$ 2 milhões. A análise concluiu que alguns cachês estão acima da média histórica cobrada pelos próprios artistas em apresentações realizadas nos últimos anos.
Entre os casos destacados está o do cantor Wesley Safadão, que receberá R$ 1,5 milhão por um show no Pátio de Eventos Luiz Gonzaga. Segundo o MPPE, o valor supera em mais de R$ 429 mil o limite calculado com base nos critérios adotados pela auditoria.
Outras atrações também aparecem na lista de contratos considerados acima da média, como Pablo, À Vontade, Zé Vaqueiro, Fala Mansa, Solange Almeida e Limão com Mel. O Ministério Público defende que novos contratos só sejam firmados mediante justificativas técnicas consistentes e pesquisas de mercado que comprovem os valores praticados.
A recomendação determina ainda que o município evite pagamentos acima dos parâmetros estabelecidos e apresente, no prazo de cinco dias, um posicionamento oficial sobre as providências que serão adotadas. Até o momento, a Prefeitura de Caruaru não havia se manifestado sobre o assunto.
