O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou duramente o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) após o parlamentar ocupar a cadeira da Presidência da Casa nesta quarta-feira (10), impedindo temporariamente o andamento dos trabalhos legislativos. Para Motta, a atitude representou um desrespeito à instituição e reforçou o que ele classificou como práticas extremistas.
Glauber Braga sentou-se na cadeira destinada ao presidente da Câmara e se recusou a deixá-la, sendo removido apenas após a intervenção da polícia legislativa. O ato aconteceu durante um momento de tensão no plenário, em meio às discussões acaloradas que têm marcado recentes votações.
Em suas redes sociais, Motta repudiou o comportamento do deputado fluminense e afirmou que o gesto não atinge apenas a ele, mas todo o Parlamento:
“Quando o deputado Glauber Braga ocupa a cadeira da Presidência da Câmara para impedir o andamento dos trabalhos, ele não desrespeita o presidente em exercício. Ele desrespeita a própria Câmara dos Deputados e o Poder Legislativo”, escreveu.
Motta lembrou que o parlamentar já protagonizou episódios semelhantes no passado, como a ocupação de uma comissão enquanto realizava uma greve de fome. Para o presidente da Câmara, ações como essa revelam contradições de grupos que se autodeclaram defensores da democracia, mas que, segundo ele, atentam contra o funcionamento institucional.
“O extremismo não tem lado porque, para o extremista, só existe um lado: o dele”, afirmou.
Além das críticas, Motta informou ter determinado uma apuração sobre possíveis excessos cometidos por agentes de segurança contra jornalistas que cobriam o tumulto.
“Temos que proteger a democracia do grito, do gesto autoritário, da intimidação travestida de ato político. Extremismos testam a democracia todos os dias. E todos os dias a democracia precisa ser defendida”, declarou.
O episódio amplia o clima de tensão na Câmara, que já vinha enfrentando debates acirrados em meio a votações de grande impacto político.
