O cinema brasileiro voltou a ganhar destaque internacional, desta vez com forte sotaque pernambucano. “O Agente Secreto”, novo longa de Kleber Mendonça Filho, avançou uma etapa importante na corrida pelo Oscar 2026 ao figurar entre os filmes pré-selecionados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A presença na lista inicial reforça o prestígio do diretor e amplia as expectativas em torno da produção.
O filme aparece como potencial concorrente em duas frentes: melhor filme internacional e direção de elenco, categoria inédita na premiação. A nova distinção busca reconhecer o trabalho de quem está por trás da escolha dos atores que dão vida às histórias no cinema, função exercida por Gabriel Domingues no longa pernambucano. A inclusão dessa categoria marca uma mudança significativa na forma como a Academia passa a valorizar etapas fundamentais do processo criativo.
A lista com os pré-selecionados em 12 categorias foi divulgada nesta terça-feira, dia 16, e ainda não contempla áreas centrais da premiação, como melhor filme e melhor ator, que terão seus semifinalistas anunciados em um momento posterior. Mesmo assim, a presença de “O Agente Secreto” já coloca o Brasil em posição de destaque e reacende o interesse internacional pelo cinema nacional.
Além do filme de Kleber Mendonça Filho, outras produções e profissionais brasileiros também aparecem na disputa. O documentário “Apocalipse nos Trópicos”, dirigido por Petra Costa, foi lembrado entre os pré-indicados a melhor documentário de longa-metragem. Na mesma categoria está “Yanuni”, obra coproduzida pela cacica Juma Xipaia e pelo ator Leonardo DiCaprio, que aborda temas ligados aos povos indígenas e à preservação da floresta.
O curta “Amarela”, de André Hayato Saito, surge entre os possíveis indicados a melhor curta-metragem em live-action, enquanto o diretor de fotografia Adolpho Veloso figura na lista por seu trabalho no filme norte-americano “Sonhos de Trem”. O conjunto de pré-indicações evidencia a diversidade e a força criativa de profissionais brasileiros em diferentes frentes do audiovisual.
Com a temporada de premiações apenas começando, a presença expressiva do Brasil nesta fase inicial reforça o bom momento do cinema nacional e alimenta a expectativa por novas conquistas. Para Pernambuco, em especial, a trajetória de “O Agente Secreto” simboliza não apenas uma chance real de chegar ao Oscar, mas também o reconhecimento internacional de uma cinematografia que há anos dialoga com o mundo sem perder sua identidade.
