Durante reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, em Nova York, os Estados Unidos elevaram o tom contra o governo da Venezuela. O embaixador norte-americano na ONU, Mike Waltz, afirmou que Washington não reconhece Nicolás Maduro como presidente legítimo do país e anunciou que o governo dos EUA irá reforçar sanções para atingir estruturas criminosas associadas ao regime venezuelano.
Segundo Waltz, os Estados Unidos consideram Maduro um foragido da Justiça americana e o apontam como líder de uma engrenagem criminosa ligada ao chamado Cartel de los Soles, classificado por Washington como organização terrorista estrangeira. “Os Estados Unidos não reconhecem Nicolás Maduro ou seus aliados como governo legítimo da Venezuela”, declarou o diplomata diante dos demais membros do Conselho.
O embaixador afirmou ainda que, sob a orientação do presidente Donald Trump, os EUA usarão “todo o poder” disponível para combater cartéis de drogas que atuam na região e que, segundo ele, representam ameaça direta à segurança do hemisfério. Waltz citou um relatório de 2025 do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, que aponta a Venezuela como uma rota central do tráfico internacional, com destino aos Estados Unidos e à Europa.
De acordo com o representante americano, a comercialização de petróleo venezuelano seria utilizada para financiar atividades criminosas e sustentar o regime no poder. Por isso, Washington pretende intensificar a aplicação e o cumprimento das sanções, inclusive em águas internacionais. “Se sanções não são aplicadas, viram apenas palavras vazias”, afirmou.
Waltz também acusou o governo venezuelano de permitir a atuação de grupos armados e organizações classificadas como terroristas em seu território, incluindo dissidentes das Farc, o ELN e aliados do Irã. Para ele, essas ações representam um risco crescente à estabilidade regional e à segurança dos Estados Unidos.
Ao concluir sua fala, o diplomata disse que o povo venezuelano “merece um futuro melhor” e reforçou que os EUA continuarão adotando medidas para proteger suas fronteiras e seus aliados, sinalizando que a pressão internacional sobre Caracas tende a se intensificar nos próximos meses.
*Com informações do Pleno News
