A Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou nesta terça-feira (23) que a conta de energia elétrica terá bandeira verde em janeiro de 2026, o que significa ausência de cobrança adicional para os consumidores em todo o país. A decisão representa um alívio direto no bolso logo no início do ano, período tradicionalmente marcado por despesas mais altas para as famílias.
De acordo com a Aneel, mesmo com o regime de chuvas abaixo da média histórica, os níveis dos reservatórios permaneceram estáveis nos últimos meses, garantindo condições favoráveis de geração de energia no Sistema Interligado Nacional. Com isso, não será necessário o acionamento em larga escala das usinas termelétricas, cuja operação eleva significativamente os custos do sistema e acaba sendo repassada aos consumidores.
Em dezembro, o cenário já havia apresentado melhora, quando a agência reduziu a bandeira tarifária do patamar vermelho 1 para a amarela, diminuindo a cobrança adicional de R$ 4,46 para R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Agora, com a adoção da bandeira verde, o acréscimo é zerado.
O Ministério de Minas e Energia avaliou que a bandeira verde indica um momento de maior segurança energética no país e menor dependência de fontes mais caras e poluentes, como as termelétricas movidas a combustíveis fósseis.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias funciona como um sinal ao consumidor sobre o custo real da geração de energia. Quando as condições são favoráveis, como agora, não há acréscimo na conta. Já em períodos de escassez hídrica ou maior pressão sobre o sistema, entram em vigor as bandeiras amarela ou vermelha, com cobranças extras proporcionais ao consumo.
Com a confirmação da bandeira verde, janeiro começa sem sustos na fatura de energia, em um raro momento de respiro para os consumidores em meio ao cenário de inflação e ajustes econômicos.
