Três palestinos foram presos sob suspeita de incendiar uma árvore de Natal e danificar parte de um presépio em uma igreja católica na cidade de Jenin, na Cisjordânia ocupada por Israel, informou a polícia da Autoridade Palestina. As detenções ocorreram após a análise de imagens de câmeras de segurança, que teriam permitido identificar os suspeitos e apreender ferramentas apontadas como usadas no ataque.
Segundo a polícia, o episódio é tratado como tentativa de incitar tensões sectárias e religiosas em uma região já marcada por conflitos. O incêndio ocorreu por volta das 3h da manhã de segunda-feira (22) no pátio da Igreja do Santíssimo Redentor, deixando a estrutura da árvore sintética destruída e enfeites espalhados pelo chão, além de danos ao presépio.
Em resposta rápida, a igreja removeu os restos do incêndio e instalou uma nova árvore no dia seguinte, garantindo a celebração da Missa de Natal. O gesto foi acompanhado por uma cerimônia simbólica que reuniu líderes muçulmanos e cristãos locais, além de autoridades políticas, em uma tentativa de reafirmar a convivência entre as comunidades.
O padre Amer Jubran, responsável pela paróquia, classificou o ataque como um episódio isolado e destacou a unidade da cidade diante da provocação. Em comunicado, a igreja afirmou que agressões a símbolos religiosos não enfraquecem a fé nem o espírito da população local.
A pequena comunidade cristã da Cisjordânia — estimada entre 1% e 2% dos cerca de 3 milhões de habitantes — tem enfrentado crescente pressão de extremismos de diferentes lados, o que tem acelerado a saída de famílias da região. Em todo o Oriente Médio, a população cristã segue em declínio, impulsionada por conflitos, insegurança e ataques recorrentes.
*Com informações da Agência AE
