O basquete verde e amarelo amanheceu em luto neste Natal. Morreu nesta quinta-feira (25), aos 77 anos, Cláudio Mortari, um dos treinadores mais marcantes da história do esporte no país. A morte foi confirmada pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB), que não divulgou a causa.
Reconhecido pela intensidade à beira da quadra, pela leitura refinada do jogo e pela capacidade de formar equipes competitivas, Mortari construiu uma carreira que atravessou gerações e ajudou a moldar o basquete brasileiro em diferentes épocas. Paulistano, passou por alguns dos clubes mais tradicionais do país, como Palmeiras, Sírio, Corinthians, Flamengo, Pinheiros e São Paulo Futebol Clube, além de comandar a Seleção Brasileira de Basquete.
O ponto mais alto de sua trajetória veio em 1979, quando conduziu o Sírio ao título do Mundial Interclubes, em São Paulo, numa final histórica que entrou para a memória do esporte nacional como a primeira grande conquista internacional de um clube brasileiro no basquete. No currículo, Mortari acumulou cinco títulos brasileiros, oito campeonatos paulistas, um carioca, três Sul-Americanos de clubes campeões, além da Liga das Américas e da Copa Brasil Sul.
Um ano depois daquela façanha, Mortari assumiu a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Moscou, coroando uma fase em que seu nome já era sinônimo de comando forte, disciplina tática e ambição competitiva.
Em nota oficial, a CBB destacou o legado deixado pelo treinador e prestou solidariedade à família, amigos e admiradores. A Novo Basquete Brasil (NBB) também homenageou Mortari, classificando-o como um dos grandes gênios do basquete nacional, formador de gerações e protagonista de uma das eras mais vitoriosas da modalidade.
O São Paulo Futebol Clube, onde Mortari conquistou o inédito Campeonato Paulista entre 2018 e 2021, também manifestou pesar, ressaltando a importância do técnico para a história recente do basquete tricolor.
Com a morte de Cláudio Mortari, o basquete brasileiro perde mais do que um treinador vitorioso. Despede-se de uma referência técnica, de um líder intenso e de um personagem central na construção da identidade competitiva do esporte no país. Fica o legado, a história e a influência duradoura de quem ajudou a escrever capítulos decisivos do basquete nacional.
*Com informações da Agência AE
